Emoções, Aprendizagem e Sucesso Escolar: uma análise Neuropsicológica das competências socioemocionais

O artigo “Emoções, Aprendizagem e Sucesso Escolar: uma Análise Neuropsicológica das competências socioemocionais” analisa o papel das emoções nos processos de aprendizagem e no sucesso escolar, à luz dos contributos da neurociência, da psicologia e da neuropsicologia. O estudo demonstra que emoção e cognição funcionam de forma integrada, influenciando diretamente a atenção, a memória, a motivação, a tomada de decisão e o desempenho académico dos estudantes. A partir da análise das bases neurobiológicas das emoções, com destaque para o sistema límbico, a amígdala e o córtex pré-frontal, o autor evidencia que as experiências emocionais desempenham um papel fundamental na construção do conhecimento e no desenvolvimento humano.

O artigo aborda igualmente o conceito de competências socioemocionais, os seus principais modelos teóricos e os desafios associados à sua avaliação, destacando a importância da inteligência emocional na promoção do bem-estar psicológico, da adaptação social e do sucesso escolar. Com base em evidências científicas, defende que alunos emocionalmente competentes tendem a apresentar maiores níveis de motivação, persistência, autorregulação e rendimento académico.

A investigação evidencia ainda que a qualidade do clima emocional vivido na escola influencia significativamente os processos cognitivos essenciais à aprendizagem. Ambientes educativos caracterizados por relações positivas, segurança afetiva, apoio pedagógico e sentido de pertença favorecem a curiosidade, o envolvimento e a consolidação das aprendizagens. Em contrapartida, contextos marcados pelo medo, pela ansiedade, pela exclusão ou pelo stresse prolongado podem comprometer a atenção, a memória e a capacidade de resolução de problemas, afetando negativamente o percurso escolar dos alunos.

O estudo discute também a crescente relevância das competências socioemocionais nas políticas educativas contemporâneas, destacando o seu contributo para a formação integral dos estudantes e para a construção de escolas mais inclusivas, humanas e democráticas. Neste contexto, argumenta que a educação não deve limitar-se à transmissão de conhecimentos académicos, mas promover igualmente o desenvolvimento de capacidades como a empatia, a cooperação, a autorregulação emocional, a responsabilidade e a tomada de decisões éticas.

Por fim, são analisadas diversas intervenções educativas destinadas a promover o desenvolvimento socioemocional, incluindo os programas de Aprendizagem Socioemocional (SEL) e as abordagens de educação emocional. O estudo conclui que a promoção das competências emocionais deve constituir uma dimensão estruturante da educação contemporânea, contribuindo para uma formação integral que articule desenvolvimento cognitivo, emocional, social e ético.

Continue a ler aqui: https://drive.google.com/file/d/1foD72sUICPsRuYiubf3dzcVF0Ny0jidP/view?usp=drive_link

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